RECONCEITUANDO O VINHO

Quantas vezes você não se sentiu intimidado diante da necessidade de escolher um vinho, seja em uma loja, restaurante ou evento social? Intimidado por achar que não sabe fazer a “escolha correta”. Isso por que, hoje em dia, o vinho tem sido tratado com uma aura de sofisticação desnecessária e inibindo as pessoas a apreciarem essa simples e maravilhosa bebida.

O vinho, juntamente com o pão e a cerveja, forma o conjunto de alimentos mais antigos obtidos a partir da ação espontânea de leveduras. Sendo que o vinho é o único dos três que não necessita de processo intermediário. O caldo das uvas amassadas deixado em contato com as cascas transforma-se em vinho naturalmente.

Durante séculos o vinho foi uma bebida cotidiana, acompanhando refeições e mitigando a sede de ricos e pobres indistintamente. Por suas propriedades higiênicas o vinho era recomendado para substituir água quando esta era de origem duvidosa ou contaminada. Misturado a ervas com propriedades medicinais e aromáticas era usado com tratamento de distúrbios de saúde. Por sua semelhança ao sangue, o vinho tinto, foi e ainda é usado em celebrações religiosas.

Nos dias de hoje o vinho ganhou uma posição muito explorada pelo marketing. Colocando o vinho em um nível quase hermético para o consumidor comum, ensejou o crescimento dos cursos de degustação, para “educar” o consumidor e apresenta-lo aos rituais de degustação que, só eles poderiam então permitir ao consumidor apreciar os prazeres do vinho.

Mas será que é necessário um conhecimento especial, transmitido por alguns eleitos ao comum dos mortais?

Minha resposta é não!

Qualquer pessoa, desde que não possua nenhum impedimento fisiológico, é capaz de apreciar um vinho e perceber as variações entre os diferentes vinhos existentes no mercado.

O único ensinamento que dou é “atenção”. Atenção ao beber, observando o que lhe agrada e o que lhe desagrada no vinho. Atenção aos aromas e gostos. Comparar o que está bebendo com o que já foi bebido. Ousar experimentar o desconhecido, novas uvas, novos países, novas regiões.

Lembre-se sempre que preço não é um indicador absoluto de qualidade. Existem vinhos muito bons a preços bem razoáveis e existem vinhos muito caros que não são tão bons assim. Tudo depende de experimentar e avaliar.

Gosto é absolutamente pessoal. O melhor vinho é sempre aquele que você mais gosta, independente de marca, origem ou produtor.

Mas o vinho é muito mais que um simples processo de transformação da uva. Fruto do trabalho e convivência dos povos por centenas de anos, o vinho passa a fazer parte da cultura e do conhecimento dos povos que o produzem.

Assim sendo, aquele que deseja melhor apreciar o vinho deve buscar entender melhor a geografia, o clima, o conhecimento específico e o ambiente sócio cultural. Desta forma, o vinho transforma-se em um condutor em uma viagem no tempo e no espaço.

Finalmente, respondendo a sempre presente pergunta sobre harmonização de vinho com comida, eu sempre sugiro que procure saber qual a origem da comida, seja um país ou, mais especificamente, uma região ou cidade. Em seguida veja com qual vinho a comida é acompanhada em seu local de origem. Essa é a resposta, dada por aqueles que assim o fazem, em geral, por séculos. Um bom exemplo é a ilha italiana da Sicília onde, na região costeira, os pratos de peixe e frutos do mar são acompanhados por vinho tinto.

O mais importante é partilhar o prazer de beber um vinho com os amigos, o que torna o vinho e a amizade ainda melhor.

Saúde!

#vinho

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